adicionar aos favoritos | São Paulo/SP

20/11/2007 09:13
Uma negra escrava
No tronco, em meio à agonia,
Em lágrimas implorava
Pela carta de alforria,
Enquanto Zumbi dos Palmares
Por sua gente morria.
Dizia, em alto e bom som:
- Sou negro, não sou mulato!
- Sou negro nato!
No meu brado trago as marcas
Da dor do meu povo sofrido.
Do negro marcado em brasa.
Do negro acorrentado
Do negro chicoteado,
Do negro fugindo para o quilombo
Por não suportar tanta dor.
Do negro sonhador ...
Querendo justiça e liberdade!
Homenageando nosso Brasil
Vemos Daiane, Pelé e Gilberto Gil.
- Vamos nos conscientizar! -
É preciso amar, é preciso respeitar!
Sem ver cor, nem raça, nem etnia,
Com o preconceito temos que acabar.
Verluci Almeida 20-11-2007
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